Grupo INAC Falar sobre um evento

Testar com dez pessoas
não é testar

O sistema que funciona na demonstração é o mesmo que trava às nove da manhã. A diferença está no que o teste não simulou.

Teste de funcionalidade não é teste de operação

A validação típica confirma que cada função existe e responde: cadastrar funciona, ler QR Code funciona, imprimir funciona. Nada disso testa o cenário real, que é dezenas de operações simultâneas, com gente apressada, rede oscilando e casos que ninguém previu.

O objetivo do teste não é confirmar que funciona. É descobrir onde quebra, enquanto ainda dá tempo de mudar.

Os quatro testes que valem por todos os outros

Volume
Simular o pico: várias estações operando ao mesmo tempo, com o volume da primeira hora.
Exceção
Cadastro duplicado, nome com acento e hífen, acompanhante, credencial perdida, homônimo.
Queda
Desligar a rede no meio de uma operação e ver o que acontece com o registro.
Troca de turno
Um operador que não participou do treinamento assume a estação e tenta operar.

Roteiro do ensaio

O teste de queda é o mais revelador

Tirar a rede no meio do fluxo responde a pergunta mais importante da operação: o sistema perde dado, trava ou continua funcionando localmente e sincroniza depois? A resposta muda completamente o plano de contingência do dia.

Se o sistema depende de conexão para cada operação, a rede deixa de ser conforto e vira parte crítica da produção, com redundância, prioridade de tráfego e equipe presente.

O que fazer com o resultado

Todo achado do ensaio vira uma de três coisas: um ajuste no sistema, um procedimento escrito para a equipe ou uma decisão consciente de aceitar o risco. O que não pode acontecer é virar conhecimento informal na cabeça de uma pessoa.

Um documento de uma página com as exceções e o que fazer em cada uma vale mais, no dia do evento, que qualquer manual completo do sistema.

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Vamos ensaiar o seu sistema?

Conte o volume esperado e a gente monta o roteiro de teste com a base real.