Configurar ou
desenvolver do zero
Plataforma pronta é mais rápida e mais barata até o ponto em que o seu evento precisa fazer algo que ela não faz. O problema é reconhecer esse ponto a tempo.
A plataforma resolve o comum, não o seu diferencial
Ferramentas prontas existem porque a maioria dos eventos compartilha a mesma estrutura: inscrição, credenciamento, programação, certificado. Nesse território, desenvolver do zero é desperdício, a plataforma faz melhor, mais rápido e com menos risco.
A conta muda quando o evento tem uma regra que não é comum: um fluxo de aprovação específico, uma integração com sistema interno do cliente, uma mecânica de participação que é o próprio produto. É aí que a configuração começa a virar gambiarra.
Os sinais de que a plataforma já não serve
- Planilha paralela
- A equipe mantém controle fora do sistema porque ele não cobre o caso.
- Exportar e reimportar
- Rotina de tirar dado de um lugar e colocar em outro, manualmente, toda edição.
- Campo desvirtuado
- Usar o campo "observação" para guardar algo que é regra de negócio.
- Processo adaptado
- Mudar como o evento funciona para caber na ferramenta, e não o contrário.
- Integração ausente
- O sistema do cliente e o do evento não conversam, e alguém faz a ponte à mão.
- Dado preso
- Não dá para extrair o que se precisa, no formato que se precisa, quando se precisa.
O custo que ninguém coloca na planilha
A comparação costuma ser feita entre licença e desenvolvimento, e essa é a parte fácil. Falta somar do lado da plataforma o custo de trabalho manual recorrente, horas de equipe por edição contornando limitação, e, do lado do desenvolvimento, o custo de manutenção, evolução e suporte que continua depois da entrega.
Um sistema sob medida sem previsão de manutenção envelhece rápido e vira o problema que ele resolveu.
O caminho do meio costuma ser o certo
A escolha raramente é tudo ou nada. O desenho mais comum em eventos maduros usa plataforma para o padronizado, inscrição, credenciamento, controle de acesso, e desenvolvimento sob medida para o que é específico daquele evento, com integração por API entre as partes.
Isso exige uma condição inegociável: acesso aos próprios dados. Sem API ou exportação decente, a plataforma deixa de ser peça de um conjunto e vira ilha.
Perguntas que decidem
- A regra que a plataforma não atende é essencial ou é preferência?
- Quantas horas de trabalho manual por edição a limitação custa hoje?
- O evento se repete, com o mesmo fluxo, por quantas edições?
- A plataforma oferece API e exportação completa dos dados?
- Existe orçamento de manutenção para o que for desenvolvido?
- O que acontece com o sistema se o fornecedor sair do projeto?
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