A conta muda quando
o receptor é o celular
O custo do modelo tradicional não está no equipamento em si. Está na operação que ele obriga a montar em volta.
O que compõe o custo do modelo com receptor
A locação dos aparelhos é a parte visível. Em volta dela existe um conjunto de custos que raramente aparece separado no orçamento: pessoal para distribuir e recolher, ponto de entrega com fila própria, caução ou retenção de documento, higienização dos fones, conferência ao fim de cada sessão e reposição do que sumiu.
Cada um desses itens escala com o público. Dobrar a plateia dobra o parque de aparelhos e a equipe que cuida dele.
Comparação item a item
- Equipamento
- Locação por unidade contra nenhum aparelho a distribuir.
- Equipe
- Pessoas dedicadas à entrega e devolução contra ninguém.
- Fila
- Dois pontos de fila, pegar e devolver, contra um QR Code.
- Perda
- Aparelho não devolvido é custo contra risco inexistente.
- Escala
- Limitada pelo parque disponível contra escalabilidade em nuvem.
- Idiomas
- Um par de intérpretes por idioma contra dezenas simultâneos.
- Higiene
- Fone compartilhado exige processo contra fone próprio do participante.
O que o modelo digital exige em troca
A economia não é gratuita: ela transfere a exigência para a rede. Áudio para centenas de celulares simultâneos precisa de Wi-Fi dimensionado, com prioridade de tráfego, o que significa que parte do que se economiza em receptor pode ser investido em infraestrutura.
Exige também comunicação prévia: o participante precisa saber que deve trazer fone. É um detalhe pequeno que, esquecido, gera frustração no primeiro dia.
Onde cada modelo ainda ganha
Evento pequeno, em local sem rede confiável, com um único idioma e público que não traz fone: o receptor continua sendo mais simples. Sessão jurídica, diplomática ou de terminologia muito específica continua pedindo intérprete humano, com ou sem receptor.
Congresso grande, várias salas, muitos idiomas e público que já está com o celular na mão: o digital ganha por uma margem que aumenta com a escala.
Como fazer a conta no seu caso
- Some locação, equipe, higienização e perda estimada do modelo com receptor
- Multiplique pelo público real que usaria tradução, não pelo total de inscritos
- Some do lado digital o reforço de rede necessário e a comunicação prévia
- Considere o número de idiomas: é onde a diferença cresce mais rápido
- Inclua o valor da transcrição, que o modelo digital entrega junto
- Compare por participante atendido, não por evento
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Conte o público, os idiomas e o local. A gente monta a comparação com os números do seu caso.
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