App nativo ou webapp:
a conta é a adoção
O app mais completo do mundo entrega zero se o participante não instalar. E, em evento de dois dias, a maioria não instala.
O funil que ninguém coloca no orçamento
Entre saber que o app existe e usá-lo, o participante precisa: lembrar do nome, encontrar na loja certa, ter espaço no aparelho, aceitar o download em rede lenta, abrir, criar conta e achar o que procurava. Cada etapa derruba parte do público.
Em evento de curta duração, esse funil é brutal. O participante faz a conta mentalmente: instalar um aplicativo que vai usar por dois dias e depois desinstalar raramente vale o esforço percebido.
Onde cada opção é forte
- Webapp
- Abre por link ou QR Code, sem instalação. Adoção alta, atualização instantânea.
- App nativo
- Notificação push robusta, funcionamento offline, acesso a recursos do aparelho.
- Custo
- Webapp é uma base; nativo são duas plataformas, duas revisões e duas manutenções.
- Mudança de última hora
- Webapp publica na hora; nativo depende de aprovação da loja.
- Vida útil
- Nativo compensa em programa recorrente; webapp compensa em evento pontual.
- Espaço no aparelho
- Webapp não ocupa; nativo disputa memória com o que o participante já tem.
A pergunta que resolve a decisão
Quanto tempo dura a relação do participante com esse app? Se é um evento, dois, três dias, uma edição por ano, o webapp entrega quase tudo com uma fração do custo e uma adoção muito maior.
Se é um programa contínuo, com comunidade, conteúdo ao longo do ano e uso recorrente entre edições, o app nativo passa a fazer sentido, porque o custo de instalação se dilui em meses de uso.
O que o webapp precisa fazer bem para substituir o nativo
- Abrir rápido em rede ruim, com peso controlado
- Funcionar bem em tela pequena e com uma mão só
- Guardar o acesso do participante sem exigir login a cada abertura
- Levar o QR Code do credenciamento junto, sem depender de e-mail
- Permitir salvar na tela inicial para quem quiser o atalho
- Continuar exibindo a programação básica mesmo com conexão instável
Distribuição é o que decide a adoção
Independentemente da escolha, o app só existe se o participante chegar até ele. QR Code no crachá, no telão entre sessões, na sinalização das salas e no e-mail da véspera valem mais que qualquer funcionalidade adicional.
A regra prática é que o caminho até o app tem que ser mais curto que a pergunta que o participante faria a um staff. Se perguntar for mais fácil que abrir o app, ele vai perguntar, e a recepção vira o aplicativo do evento.
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