Grupo INAC Falar sobre um evento

Views não medem
o seu evento

O número que enche o relatório é o menos informativo. Os que ensinam alguma coisa são os que mostram quando as pessoas saíram.

Por que o total de visualizações engana

Visualização costuma contar quem abriu, inclusive por poucos segundos. Um número alto pode significar muita gente curiosa que saiu logo, e um número modesto pode esconder uma audiência fiel que ficou o evento inteiro.

Como métrica isolada, ele serve para comunicação e não para decisão.

Os números que ajudam

Audiência simultânea
Quantos assistiam ao mesmo tempo, e em que momento foi o pico.
Tempo médio
Quanto tempo cada pessoa ficou, comparado à duração da sessão.
Curva de retenção
Onde a audiência caiu: começo, meio, ou em um ponto específico.
Retorno
Quantos voltaram no segundo dia, indicando valor percebido.
Origem
Por onde chegaram: e-mail, redes, link no app.
Qualidade
Quedas de sinal e buffering, que explicam abandono técnico.

A curva de retenção é a mais reveladora

Uma queda logo nos primeiros minutos costuma indicar problema técnico ou expectativa frustrada. Uma queda em um ponto específico do meio indica conteúdo, mudança de tema, palestrante, formato. Uma queda gradual e constante é o comportamento normal e não exige explicação.

Cruzar essa curva com o programa transforma números em decisão editorial para a próxima edição: qual formato sustentou audiência e qual não.

Separar problema técnico de problema de conteúdo

Antes de concluir que o conteúdo não prendeu, vale checar os indicadores de qualidade. Abandono que coincide com queda de bitrate ou buffering é problema de infraestrutura, não de palestrante, e a solução é rede, não roteiro.

Confundir os dois é como se chegam a conclusões erradas que se repetem por várias edições.

O que combinar com o fornecedor

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