Grupo INAC Falar sobre um evento

A internet do evento
se dimensiona por dispositivo

Não é o número de convidados que derruba a rede. É quantos aparelhos eles trazem, o que rodam neles e quantos estão no mesmo ponto de acesso ao mesmo tempo.

Comece contando dispositivos, não pessoas

Cada participante chega com pelo menos um celular, e boa parte com notebook ou tablet além dele. Em evento corporativo e de tecnologia, a média por pessoa passa de um com folga, e todos esses aparelhos tentam se associar à rede assim que entram no salão, inclusive os que ficam no bolso.

A isso somam-se os dispositivos da operação, que ninguém conta no briefing: totens de credenciamento, impressoras, leitores, tablets de staff, câmeras, encoders da transmissão e os equipamentos de cada expositor.

Nem todo dispositivo consome igual

Celular do participante
Uso leve e intermitente: mensagem, rede social, foto. O problema é a quantidade, não a banda.
Transmissão ao vivo
Consumo alto, contínuo e sensível a oscilação. Deve ter caminho próprio.
Credenciamento
Banda baixa, criticidade máxima. Se cair, a porta para.
Expositor
Imprevisível: alguém sempre roda demonstração pesada ou sobe arquivo grande.
Ativação interativa
Depende do formato, mas costuma exigir baixa latência mais que banda larga.
Backstage e produção
Uploads de vídeo e transferência de arquivo, geralmente fora do horário de pico.

Densidade é o que derruba o Wi-Fi, não a banda

A confusão mais comum é tratar link e Wi-Fi como a mesma coisa. Link é quanto de internet entra no local; Wi-Fi é como essa internet é distribuída no ar. Um link enorme não salva uma plenária com trezentas pessoas penduradas em um único ponto de acesso.

Cada ponto de acesso suporta um número limitado de clientes simultâneos com qualidade. Em auditório cheio, o cálculo que importa é quantos aparelhos por ponto de acesso, e não quantos megabits por pessoa. É por isso que a planta do local, onde as pessoas ficam paradas, onde elas circulam, vale mais que a tabela de velocidade contratada.

Separe o que não pode cair

Credenciamento e transmissão não disputam banda com o público. Devem ter rede segregada, prioridade de tráfego e, no caso da transmissão, preferencialmente cabo em vez de Wi-Fi.

Essa separação é o que permite dizer, com segurança, que o evento continua entrando gente e continua no ar mesmo quando a rede do público está saturada. Sem ela, um vídeo viral no intervalo derruba a operação inteira. É esse desenho que sustenta os 99% de disponibilidade que mantemos nas aplicações críticas.

Roteiro de dimensionamento

O que verificar antes de confiar na rede do local

A internet oferecida pelo espaço costuma ser dimensionada para o funcionamento do prédio, não para o seu evento. Vale perguntar qual é a banda real contratada, se ela é dedicada ou compartilhada com outros salões, quem administra o equipamento e quem atende quando cai no meio do sábado.

Quando a resposta a qualquer dessas perguntas for vaga, o evento precisa de link próprio, e de equipe presente para operar a rede durante as horas em que ela é indispensável.

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Conte o público, o local e as aplicações críticas. A gente responde com o projeto de link, Wi-Fi e redundância.